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Crianças Ansiosas: Ansiedade É O Contrário Da Felicidade



Ouvi uma vez de um médico homeopata: “O contrário de felicidade não é a tristeza, é a ansiedade”. Desde então matuto nessa frase todo dia: e não é que ele tem razão?
A ansiedade é o mal do século. E nossas crianças já estão padecendo disso há muito tempo. Costumo dizer que “no meu tempo” as crianças tinham dificuldade de ouvir “não”. Hoje, não conseguem ouvir “daqui a pouco”. E a coisa tende a piorar: cada vez mais cedo identificamos sintomas de ansiedade, dificuldade de esperar, perda de paciência pra executar uma função mais trabalhosa e muita irritabilidade.
Não posso afirmar com exatidão quanto da ansiedade apresentada pelas crianças que conheço (e são muitas) é imposta pelo comportamento dos pais e pelo ambiente, mas posso garantir que essa influência é muito grande e devemos nos analisar seriamente: estamos tendo paciência com nossos filhos? Estamos os ensinando e ter paciência?
Aliás, me pergunto: por que com tanta informação, tanta oferta e busca por blogs, sites, revistas e programas de TV e internet quase nunca ouvimos os especialistas falando em educar para a paciência, para o esperar? Afinal: nós pais, educadores, cuidadores e tutores entendemos que ensinar a esperar, a ter paciência e tolerância é nossa obrigação? E sabemos o quanto isso é importante?
A gente precisa pensar mais nisso. E mudar nosso próprio jeito diante de uma contrariedade, um empecilho, dificuldade ou demora, afinal, as crianças se espelham em nós. Precisamos parar de nos sobressaltar a qualquer pretexto, pular e gritar quando uma criança cai ou engasga, correr para acudir o bebê no berço ao primeiro sinal de choro. Respire. Dê o tempo, olhe a situação. Os décimos de segundo que você ganha se sobressaltando, perde em dobro se atrapalhando em ansiedade e acalmando a criança que muitas vezes chora de susto pelo sobressalto da mãe, e não pela queda ou dodói.
Não há paz possível pra quem não sabe esperar. Todas as coisas que nos cercam dependem ou dependeram de processos que levam tempo. Nós somos frutos de um processo, caminhamos em lenta evolução, precisamos esperar por coisas o tempo todo, todos os dias: esperamos na fila, esperamos o bolo assar no forno, o resultado do exame, o produto que pedimos chegar na loja, a hora de ir embora, da festa começar, a espinha secar, o dodói sarar, o verão chegar.
Impossível escapar disso. Então, o melhor que podemos fazer é tornar o esperar mais tranquilo, posto que é inevitável.
A constante exposição das crianças aos jogos e aplicativos também tem sua grande dose de responsabilidade nos processos ansiosos, uma vez que a resposta nesses brinquedos é sempre imediata: o simples deslizar de um dedo realiza tudo em segundos, um mínimo toque e “voilá“, a boneca está vestida, o paciente operado, o caminhão montado, a torta assada e fumegante.
Diminuam o contato das crianças com os jogos eletrônicos, e, sempre que o permitirem, os acompanhem por pelo menos um tempo e apontem sempre que possível as diferenças do jogo para a vida real. A consciência das crianças precisa de muitas confirmações, é preciso repetir as sentenças mais importantes até que elas as absorvam.
Um jeito legal de ajudar as crianças a lidarem com o tempo e os processos é plantar coisas com elas: feijão no algodão, cebola a partir do bulbo, qualquer semente dessas de saquinho que se vende em pet shops e lojas de jardinagem.
Contem os dias juntos, façam um quadro com a evolução da plantinha dia a dia e atualizem toda manhã, juntos. Conversem sobre o tempo que demorou pra brotar, sobre o número de folhas que nasceu, pesquisem juntos sobre o tempo que demora para uma planta se tornar adulta, sobre o tempo de gestação dos bichos, sobre cada etapa de todos os processos. Tornem isso divertido.

Esperar pode ser um barato.
Amor e gratidão.
(Autora: Fabiana Vajman)
(Fonte: paisqueeducam)


*Texto reproduzido com autorização da administração do site

Se você deseja viver mais e com qualidade de vida, Viaje mais!

Viajar é preciso - Faz bem a saúde e engrandece a alma!

Qualquer cidadão sabe que viajar é realmente uma das oportunidades mais incríveis que temos.

Viajar é como abrir os olhos da alma. É expandir nossa energia e conectá-la com tudo o que o mundo pode oferecer.

Mas por que é realmente preciso?

Muitos acham que viajar é preciso para fugir da realidade, para esquecer os problemas do dia-a-dia, para descansar. Ok, de fato. Para alguns, até pode ser.
Mas para mim é uma maneira de me encontrar. De entrar em contato com sentimentos profundos, de descobrir, de aprender e ver o que nunca imaginei que existia.

Viajar é preciso porque saímos do nosso mundo e vemos outras possibilidade de ser. Outras realidades, outras maneiras, outros costumes, outros, outros, outros.
E isso contribui para sermos menos preconceituosos, sermos mais humildes e mais empáticos com o próximo.

Viajar é preciso porque o mundo é muito maior do que você imagina e milhões de coisas você só poderá sentir, tocar ou experimentar, se sair da sua bolha e experimentar ir. Simplesmente ir.

Viajar é preciso porque te enriquece. Você gasta dinheiro mas ganha em todos os sentidos: mentalmente, visualmente, energeticamente, organicamente. Viajando você se propõe a conhecer e viver coisas e situações que contribuem para seu crescimento pessoal e experiência de vida.

Viajar é preciso porque não parece ser muito interessante viver sempre as mesmas coisas, nos mesmos lugares, comer as mesmas comidas, ouvir a mesma língua, sentir os mesmos cheiros.

Viajar é preciso pois estando ausente, você aprende a dar valor a tudo aquilo que na sua rotina é normal. Você sente falta do seu travesseiro, da comida de um parente, da voz de alguém especial, do seu banheiro, da sua casa. Viajando você aprende a dar mais valor ao que geralmente não sente falta.

Viajar é preciso porque você não controla o que acontece longe da sua realidade. Você lida com imprevistos, com o desconhecido, com mudança. Saindo da sua velha e boa zona de conforto, você desenvolve habilidades que nem imaginava ter e assim, se reinventa. Já dizia uma velha frase que a vida  só começa quando saímos da nossa zona de conforto. E faz sentido.

Viajar é preciso porque você percebe que a sua cultura está muito mais em você do que imagina. E que toda diversidade cultural existente na terra é o bem simbólico mais precioso que a humanidade carrega.
 

Viajar é preciso porque o tempo passa e a vida é curta.


A hora de ir é agora e só depende de você. Se abra para o mundo, vá se conectar e se reinventar em vez de criar raízes profundas em um só lugar.

By Leve na viagem.

CANSEI! É HORA DE FAZER NOVAS ESCOLHAS

Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você!!!!

Tem momentos em que parece que algo emperra na vida. Pode ser a perda da presença de alguém ou a frustração de não estar conseguindo alguma coisa.
Enfim, algo que me desagrada ocorre e me sinto preso àquilo. Essa dor pode me indicar algo fundamental para o prosseguimento da existência: a necessidade de fazer novas escolhas.

O luto pelo falecimento de alguém, pelo fim de um relacionamento, a dificuldade de se conseguir o emprego almejado, a frustração constante por não receber colaboração de um determinado ente familiar, etc.

Poderíamos listar inúmeros motivos pelos quais acabamos por paralisar parcial ou integralmente o prosseguimento da vida. Chega a tristeza, a revolta… Porém, mais que isso, acontece o principal: não fazemos novas escolhas.

Somente novas escolhas permitem novos acontecimentos. Enquanto estiver eu focado em determinado relacionamento ou fato, mesmo que surjam possibilidades novas em minha vida, dificilmente poderei percebê-las.
Por exemplo, enquanto estou focado em um relacionamento terminado recentemente, mesmo que eu fique com outra pessoa, tudo vai “conspirar contra” esse novo relacionamento.

Tudo o que me desagradar nessa pessoa vai ser automaticamente comparado com a pessoa do relacionamento anterior, e tudo que ocorrer na vida da minha ex me despertará mais interesse do que os fatos da vida da minha parceira atual.

Em suma, eu ainda não escolhi superar meu relacionamento anterior. Acho que optei por viver um novo relacionamento, mas na verdade, apenas escolhi ter algo para me distrair da minha dor.

Fazer uma nova escolha não é simplesmente fazer uma nova opção. Acima de tudo, é compreender que a opção anterior não me serve mais. É importante chorar as perdas e frustrações, é importante se permitir se revoltar, levar para a psicoterapia e etc.

Fazer uma nova escolha não é simplesmente fazer uma nova opção.


Fundamental é entrar em contato com a dor e a sensação de fragilidade que advém de um momento de desilusão, frustração e perda. E quando essa necessidade de chorar e de se revoltar passa, chega a parte mais desafiadora: escolher, friamente, superar o objeto de frustração.

Voltando ao exemplo anterior, não vou mais escolher saber da vida da minha ex-namorada, e nem vou priorizá-la em detrimento de minhas vontades pessoais. A ideia é fazer escolhas que provem para mim mesmo que a vida seguiu, e que não há mais relacionamento com a pessoa e nem desejo para tal. A mesma coisa se aplica a outras frustrações e perdas.

Evidente que esse texto não tem o objetivo de traçar uma postura ideal para o leitor. Cada um vai saber de si quanto ao tempo de luto necessário, ou se realmente quer superar o fato.
Pode ser que não queira, e tudo bem, que assuma isso e corra atrás. Mas a partir do momento que a dor já foi grande o suficiente para se buscar uma nova direção, que esta seja tomada com a sinceridade e a coragem que lhe são necessárias. A vida quando fica travada nessa contradição – de querer superar algo e não fazer por onde – perde muito de sua leveza e fluidez.


Muitas vezes um ponto mal resolvido desses interfere negativamente em todos os outros aspectos da existência. Quando vem o cansaço da dor, talvez seja a hora de fazer, verdadeiramente, uma nova escolha…


Abra sua mente

Acontece com muita frequência em nosso dia a dia, encontrarmos pessoas que se mantêm firmes em seus modelos de pensamento. Amigos próx...